PCN

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, também conhecidos como os PCNs, têm como objetivo principal auxiliar os profissionais da educação, em particular os professores, na tarefa de reflexão e discussão dos aspectos do cotidiano da prática pedagógica, a ser transformada continuamente.

Neste sentido, constituem-se em um instrumento que possibilita:

  • a revisão dos objetivos, conteúdos, formas de encaminhamento de atividades, expectativas de aprendizagem e maneiras de avaliar;
  • a reflexão sobre a prática pedagógica, tendo em vista a coerência com os objetivos propostos;
  • a preparação de um planejamento que possa de fato orientar o trabalho em sala de aula;
  • a discussão coletiva das razões que levam os alunos a terem maior ou menor participação nas atividades escolares;
  • a identificação, produção e demanda por materiais inovadores que possibilitem contextos mais significativos de aprendizagem;
  • o subsídio das discussões de temas educacionais entre os pares, com a comunidade escolar e pais de alunos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, marcados pela flexíbilidade, não se configuram, pois, como um modelo curricular homogêneo e impositivo, que se sobrepõe à política de educação dos entes federados, à diversidade cultural das diferentes regiões do País ou à autonomia das escolas e dos professores.
Respondem à necessidade de referenciais a partir dos quais os sistemas educacionais do País se organizem para que, respeitadas as diversidades da sociedade, a educação possa atuar de forma decisiva no processo de construção da cidadania, mediante o acesso ao conjunto dos conhecimentos socialmente relevantes, à construção de habilidades e competências e à incorporação de valores e atitudes, básicos ao desempenho dessa cidadania.

Os PCNs originaram-se da exigência constitucional que afirma a necessidade e a obrigação de o Estado elaborar parâmetros claros no campo curricular capazes de orientar as ações educativas do ensino obrigatório, de forma a adequá-lo aos ideais democráticos e à busca da melhoria da qualidade do ensino nas escolas brasileiras.

Essa exigência foi reforçada pela nova LDB que, ao consolidar a organização curricular de modo a conferir uma maior flexibilidade no trato dos componentes curriculares, reafirma, porém, o princípio de uma base nacional comum.

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